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Terça-feira, Março 28, 2006



Ei, vocês!!

Eu finalmente mudei o endereço do meu blog. Continua tudo igual, mas sem redirecionamento e firulas do tipo.
Im-plo-ro para que mudem link nos seus respectivos blogs / fotologs, poooor favor! Ok?


O novo poço de absurdos agora é:

http://diaspreguicosos.blogger.com.br


Terça-feira, Março 21, 2006

Vácuo. Vácuo. Vácuo.

blog Hoje eu escrevi um dos textos mais medonhos e porcos da minha vida. Era a resenha de um livro, que eu havia lido uma parte ontem antes de dormir e o resto hoje de manhã, enquanto tentava acompanhar um filme. Se não bastasse eu tinha meia hora para deixar aquela caca pronta. Um horror.

Além disso eu preciso fazer uma pesquisa de reportagem que deve ser entregue sexta! Boa...relatório com fontes, lugares a serem visitados, possíveis entrevistas e tudo mais. Resumir trocentas coisas depois...E não contente em estar surtando por conta disso, eu ainda tenho um artigo a fazer. Mas esse, com prazo para o mês que vem.

Ok, que beleza, não?! Eu ainda tenho muitas outras coisas cheias de prazos e limites, mas essas são as que mais me preocupam. Pois um problema que eu sempre tive está piorando. Não sei escrever sob pressão. O quão patético isso é na vida de um jornalista? Imaginem. Meus textos ficam terríveis, não sei usar as palavras, sempre acho que estou escrevendo errado. Faço trilhões de consultas no dicionário etc. Muito tempo pensando e pouco tempo para escrever. A pior combinação para mim!

Respira, conta até dez, imagine um dia feliz lá fora. Não pode! Porque além do tempo e da pressão interna, ainda há um monte de gente digitando ou batendo lápis na mesa perto de você e um cara que vem de cinco em cinco...segundos dar aquela olhadinha de urubu no que você está fazendo e começar a gritar: "Dez minutos hein!", "Termina! Termina!", "Não posso segurar mais nada!".

Eu estava assistindo Gilmore Girls sábado e a editora do jornal - que eu não lembro o nome porque não acompanho a série e só acho o Jess bonito - era uma neurótica com N maiúsculo. Beirava a psicose. Devia ter mais café que sangue no corpo. Ela surtava, gritava e tinha uma salinha que parecia uma cabana no meio de todos. Lá dentro era escuro e havia uma mesa, um lap-top e as paredes eram cobertas de papéis riscados e sublinhados. Juro que eu me imaginei no futuro, trabalhando em alguma redação. Mas isso só será possível [eu trabalhar em uma redação legal, não virar uma maluca, entendam] se eu parar com essa minha frescura de não conseguir escrever com hora marcada, data de entrega e limites!

Já conheço as lições de moral e coisas que devo fazer para deixar a minha vida criativa mais tranqüila. Mas isso leva tempo!

Precisava desabafar aqui. Ufa! Meu blog é quase um divã!


Mudando de assunto, viram que meu perfil mudou? Agora tem uma contribuição especial na descrição.
Ainda tenho amigas, mesmo me encontrando pouco com 101% delas. Mas tudo bem. Pelo menos um dos meus xuxus eu vou ver na quinta, durante parte da nossa vida empresarial [a minha empresa é a do sono]. Hoho. Pri do corazón.


Sobre o post anterior

× Eu não vou contar para a Tainah porque a Julia Roberts me desapontou, porque eu acho legal ter uma boa impressão dos atores que a gente gosta! Mas ela não fez nada demais, na verdade.
× Se um dia eu trabalhar com isso mesmo, chamarei meus amigos de "infância" para irem a todas as festinhas pop! E até apresento uns gatcheenhos! Mas pode deixar que eu ainda estarei tendo muito contato com esses amigos, né Luu? Ou você vai me largar?
× Entrevista com Jude Law, Ewan McGregor, Gerard Butler, Jhonny Depp e, de quebra um Robbie Williams será a mesma: "- Foi bom pra você?" Mas eu deixo a Nat fazer essa pergunta depois.
× Pois é, ela é bem influente . Faz tudinho que queremos mesmo. E sim, ela morou em Londres. E em Bruxelas. E em Paris. E em Los Angeles. E em...
× A Nádia vai conhecer o Ewan, nosso amor. *olhar perdido e boca aberta* hehe.
× A Nah estilista famosa vai fazer todas as minhas roupas. E eu não quero neeem saber!

E tenho dito!
Boa noiteaam!

Goo Goo Dolls - brodway
Jamie Cullum - my yard
Norah Jones - don't miss you at all

Terça-feira, Março 14, 2006

Luz, câmera, ação!

Eu fiquei envergonhada. Justo quando tive um surto de má educação no meu blog, a Nádia aparece. Poxa, até resolvi postar antecipadamente. E espero que ela volte sempre!


blog Até porque hoje eu vim falar de um assunto apropriado a todos. Frescurites hollywoodianas.
Estou lendo um livro da jornalista Eliani Guerini que fala sobre os bastidores de várias entrevistas que ela fez durante anos em festivais, premiações, coletivas de imprensa, junkets [eventos de imprensa que marcam os lançamentos de filmes em hotéis], sets de filmagem, entre outros eventos com inúmeras personalidades de Hollywood. Ela conta como cada um se comportava durante as entrevistas, os bastidores das matérias e a impressão que os grandes atores e atrizes passam.

Como essa jornalista é correspondente de jornais e revistas, a pose dos astros é menor e eles se comportam de uma maneira muito mais natural que com uma câmera e olofote na frente. [como era de se esperar]. Eu ainda estou na metade do livro, mas lendo aqueles depoimentos e trechos de entrevistas que não foram publicadas, me horrorizei com certos atores e me surpreendi com outros.

Julia Roberts me desapontou. Russel Crowe -que eu nunca gostei nem um pouco- me pareceu ser tão mau-humorado a ponto de se tornar engraçado. Dá vontade de conhecer o Tom Hanks e fazer um filme com o Mel Gibson.

Uma coisa que eu sempre pensei, mas hoje tentei visualizar. Como, onde, em que eles gastam tanto dinheiro? A fortuninha da Julia Roberts é estimada em Dois Bilhões e Quinhentos Milhões de dólares. Quantos zeros? Acho que a nona geração da família dela será rica. Mas isso eu deixo para outro post.

Na verdade eu estou enrolando para tentar ganhar tempo e lembrar o que eu queria escrever aqui hoje de manhã, quando comecei a ler o livro. Fora o fato de que a autora faz exatamente o que eu pretendo fazer, morou nos lugares que eu pretendo morar, escreve para os veículos que eu pretendo escrever e estudou na mesma faculdade que eu.

Deve ser bem chato entrevistar gente fresca e metida, que responde mal, trata a imprensa feito lixo e coisas do tipo. Mas acho que compensa estar perto de tudo que há de mais legal, participar de ótimos eventos e poder visitar locações de filmes, salas de edição e ainda conhecer outros lugares inimagináveis! E é claro, aquele cineminha grátis e pré-estréias à vontade.

Eu aprendi desde pequenininha [redundância] na escola que um texto deve ter começo, meio e fim, mas a gente cresce [mentalmente falando] e começa a esquecer as coisas, assim como eu esqueci o que ia concluir. Então fica por isso mesmo e viva a licença poética!

Ah! O livro é esse aqui: Bastidores - um outro lado do cinema.

Boa noite!

Diana Krall - love me like a man
Diana Krall - narrow daylight
Fastball - louie louie
Fastball - shortwave

Quarta-feira, Março 08, 2006

Nni na terra da rainha

Será que um dia todo mundo que eu conheço aqui acabarei encontrando na Inglaterra?! Ok, nem todo mundo, mas uma grande maioria. Acho que Londres será a nova Miami, porém, mais elitizada. Cheia de brasileiros. Mas não com o perfil das peruas consumistas, esposas e filhas de ricos empresários que vão fazer comprinhas quinzenais em Miami Beach. Claro que sempre tem uma dondoca brasileira espalhada pelo mundo, só que em Londres vai o bando de estudante ou gente que vendeu até as calças pra tentar arrumar um emprego nem que seja em um pub subterrâneo. E vendo casos de amigos que se deram bem a vontade aumenta. Parece que com todo mundo é assim. Comigo, inclusive.

Não acredito que lá seja o lugar perfeito, mas é um dos melhores, na atual situação. Por mim eu viveria em uma ilha ou um país que só geógrafo sabe o nome. Um dia eu sentiria falta de algumas buzinas e zilhões de pessoas falando ao mesmo tempo. Logo passa.

O caso é: eu não sou uma neo-hippie, não sei fazer bijouteria com pedrinhas, não pinto camisetas a mão,
muito menos faço poemas em folhas de papel reciclado. Aprecio os que fazem, mas sendo assim, precisaria de um emprego, o mínimo de tecnologia [eu amo tecnologia, Iraê que o diga], e é claro, o cinema sagrado e a música indispensável. De acordo com o que eu mais gosto, Inglaterra é o lugar. Tudo que preciso é melhorar meu inglês e ter um pé-de-meia. Trabalharia em um jornalzinho de bairro, de rua, de escola, whatever. Qualquer fanzine seria lucro. Aliás, se eu conhecesse uma daquelas bandinhas inglesas que eu me apaixono facilmente estaria semi-satisfeita. Aí eu escreveria qualquer coisa, viraria uma acessora de imprensa até. [chega de viagem senão eu vou começar a cantar "tiny dancer" e me imaginar num ônibus de turnê dos anos setenta].

Fora a questão de emprego e sobrevivência, a Europa me fascina. Brasil é bonito, Oriente Médio, mesmo que devastado [filhos-da-puta destruidores] é bonito, Ásia e Oceania também. Mas a Europa tem um quê de tudo jjunto. Eles se interessam por arte, lá tem praias, lugares históricos maravilhosos, música e cinema bons e todo um glamour. Estou falando de glamour moderado. [?], não aquela coisa enjoada de francês.

Portugal vai ser o primeiro lugar, tenho certeza. Vontade de ver as casinhas, as ruas de pedra, todos os castelos e as grandes universidades; aqueles doces maravilhosos e as cidades do interior. Já tracei roteiros e mais roteiros. Sem contar o dia em que a minha avó deu uma das melhores notícias dos últimis tempos. "Sabe, os homens mais bonitos de Portugal são os estudantes da universidade de Coimbra. Parece que foram escolhidos a dedo". Pois é para lá mesmo que eu vou!

Quando meu english não for mais too bad, Inglaterra com certeza, onde eu pretendo fazer alguma coisa que não seja visitar lugares, tirar fotos e comer feito uma porca [claro que isso está incluso no meu pacote pessoal]. Logo após a Itália. E, certamente conhecer a casinha do George Clooney, fazer uma visitinha aos amigos, sabe [cof cof]. Ahhh ma que sotaque italiano, bello! Fiquei até com vontade de cantar "Tu vuo fa l'Americano". Como eu adoro. Italianos são ogros e simpáticos. E não levem o "ogros" a mal, amigos descendentes. Eu gosto de gente ogra! E bem, o resto dos países eu vejo depois, porque uma hora o dinheiro acaba.

Eu falo tantas vezes sobre essas coisas que acabo me tornando uma repetitiva. Acho que é ansiedade. Acabar minhas obrigações por aqui e ZUPT, levantar vôo, virar uma mochileira, quase uma nômade. E ficar no melhor lugar que eu conseguir. Não precisar mais aturar certas coisas patéticas e começar a rir mais e reclamar menos. Largar toda essa merda e viver do jeito que eu quero.

Os ingleses que me aguardem!



*São Paulo ganhando logo no começo do jogo. Assim que eu gosto!*


Daniel Powter - song 6
Daniel Powter - free loop
Daniel Powter - styrofoam
Daniel Powter - suspect

Quinta-feira, Março 02, 2006

Miau!

Hoje um gatinho apareceu na minha garagem. Ele era bonitinho. Ainda bem que a minha cã não o viu. Senão...NHAC!

E nada de texto com mais de vinte linhas, história sem-noção, divagações, piadinhas. Post com porranenhuma.
Porque eu preciso dormir e deixar um jabá de eu para eu mesma.

radioo.blogspot.com [tété tá lá].


Boa noite.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Vida de solteiro

Ontem eu me vi na situação mais clássica de uma solteirona. Durante uma tarde linda eu estava sentada na cama, rodeada por travesseiros e lençóis - fora o gato de pelúcia - assistindo sex and the city, enquanto me deliciava com uma senhora taça de sorvete, coberta com chocolate, caramelo, entre outras gostosuras. Devorei aquela delicinha em menos de um bloco da série. Isso depois de um almoço árabe, tendo eu feito o maior prato da família.
Aniversário da minha avó, domingo, sol, calor e carnaval. Eu dentro de casa; casa que aliás eu não saio de dentro desde sexta-feira, acho.
Durante a fria análise da minha situação naquele momento, os meus índices de auto-suficiência / baixa-estima oscilaram bastante. Porém, pensando por um outro lado, talvez tenha sido melhor ter ficado naquela condição 'solteirística'. Afinal, eu estava sozinha, aproveitando o meu sorvete e a minha televisão, tranquilamente. Caso um namorado-noivo-marido-companheiro-amigo, etc. estivesse lá, com certeza algumas dessas coisas teriam acontecido. Pelo menos uma...

× Ele iria querer mudar de canal. Eu não;
× Eu ia querer mudar de canal. Ele não;
× Acabariamos quebrando o controle remoto em uma árdua disputa;
× Brigaríamos para ver quem teria de levantar para mudar o canal na tv.
× Eu poderia sugerir um passeio. Ele ficaria em casa;
× Ele poderia sugerir um passeio. Eu ficaria em casa;
× Eu resolveria sair. Ele desistiria;
× Ele resolveria sair. Eu desistiria;
× Decidiriamos comer algo. Ele comida japonesa. Eu, italiana;
× Terminariamos em um miojo de frango.
× Ele pediria para ficar mais tempo em casa. Eu o mandaria embora;
× Eu pediria para que ele ficasse mais tempo em casa. Ele iria embora.

[é difícil escrever nesse tempo verbal, ma-no].

Qualquer relação é complicada e sempre vai comprometer um dos lados. Eu não quero problemas e posso aproveitar um feriadão do meu jeito. Melhor estar no meu quarto sozinha do que discutindo ou brigando por um controle remoto. Um dia eu terei mais paciência para essas coisas. Por enquanto, eu sigo uma frase muito importante, deste filme...

"Have fun, stay single."


Cake - Shut the fuck up
Cake - I will survive

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Uno, dos, tres...

Catorce!...Horas de fila para comprar o tão desejado ingresso, muita expectativa, carro apertado e leis de murphy, mas valeu a pena! Vi Bono[ito], Larry[ito], Adam e The Edge ao vivo, a cores e a alguns metros de distância, no dia vinte de fevereiro!
O show foi maravilhoso, com uma produção exemplar e um set list lindo. Ainda estou sem palavras para ficar descrevendo muita coisa, a anestesia não acaba!

Bom, como em todo o show, rola alguns pontos altos e baixos. Diria que dessa vez, praticamente nada deixou a desejar, a não ser o fato de que cameras fotográficas entraram no estádio, ao contrário do que haviam anunciado em diversos lugares - inclusive na ficha que foi preenchida no dia da compra do ingresso - que a entrada de máquinas seria proibida. Resultado: eu puta da vida por não poder tirar fotos enquanto pelo menos quarto pessoas na minha frente e mais sabe-se-lá quantas soltavam seus flashs durante toda a noite. Pelo menos tiveram algumas fotos de celular como recordação.

Outro ponto fraco foi o show de abertura do Franz Ferdinand. Uma banda boa, impressionada com a quantidade de gente lotando o morumbi, mas que não empolgou muito. Principalmente pelo fato de que o público não tem muito a ver. O pessoal que estava lá, grande parte com mais de trinta e cinco anos, não ouve Franz. Por outro lado, tiveram casos de pessoas que foram ao show só para ver a banda tocar e quiseram ir embora no U2. [absurdo]. Mesmo assim era um número desprezível de situações assim.

Sobre a maravilha que foi o espetáculo, só tenho elogios! Show pontual, Bono sempre simpático e fanfarrão. hahaha. Cantando marchinhas de carnaval e se dando conta de que brasileiros levam a rivalidade com a Argentina a sério. Aquele coro de setenta e três mil vaias foi bonito de se ouvir [e gritar]. The Edge humilhando, como sempre. Se cantasse um pouquinho seria melhor. Adam Clayton com aquela cara inconfundível de europeu teve presença de palco, enquando o Larry -sem expressão- Miller fez bem o papel. Até tocou na passarela em uma música, da qual eu não me recordo agora.

Caso Katilce: Eu nem preciso dizer muito. Acabou se tornando estrelinha da noite - e do orkut - e a cena foi tão noticiada quanto o próprio show. Menina mais sortuda essa. Eu não esperava que alguém fosse subir. Na verdade eu esperava, mas não queria acreditar que não seria eu. Começou a tocar 'misteryous ways' e eu estava pirando e dançando feito um flamingo bêbado, tudo beleza. De repente eu vejo aquela mulher rebolando, o Bono tirando foto, abraçando a guria, etc. E o pior ainda estava por vir. Ele ajoelhando na frente da "Kat" e cantando 'with or without you'. SÓ essa música pouco linda. Sobre o selinho, prefiro me abster de comentários.

Todas as cenas, mensagens, fotos que foram transmitidas pelo master-blaster-thunder-telão foram incríveis. Aquela coisa que você olha e não acredita que está lá. Bom, foi assim durante o show inteiro. Eu olhava para aquele monte de gente, para o palco lindo, as luzes, e não conseguia acreditar que eu estava lá! Era o mundo lá fora e eu lá dentro, viajando completamente.

Campanha: Bono Vox, me adota! Estou sendo humilde. Peço para que ele me adote, pois Bono é um cara sério e mantém a mesma esposa há uns trinta anos. Mas se ele quiser casar comigo eu aceitarei de bom grado. O cara está na lista de 'homens mais absurdamente charmosos do planeta' e em uma boa colocação [colocação boa?]. Claro que se ele não fosse um irlandês, rockstar, ativista, foda, simpático e rico, mas tivesse a mesma aparência física e andasse pela galeria do rock, eu nunca olharia para ele. Não que isso caracterize a beleza de alguém, mas sem sotaque, sem boas idéias, sem voz bonita, sem óculos legais e sem a 'essência', não seria a mesma coisa. É incível como esse ser é lindo! UI!

Ninguém vai querer ler o post todo, ainda mais com esse texto retardado que eu fiz. Deve ter um trilhão de erros e redundâncias, fora as repetições [principalmente das palavras lindo, maravilhoso, incrível, muito, bom]. Mas eu nem ligo ó! E quem não gostou do show ou reclama que só falam disso, só digo uma coisa: na vida... [interninha].

2006 começou bem. Agora falta Jamiroquai, Jamie Cullum e Robbie Williams para fazerem a minha vida musical mais feliz.


tentando ouvir o show de hoje em alguma rádio.

Domingo, Fevereiro 19, 2006

A night at the opera

Diversão para um domingo chuvoso. Pessoas novas e bonitas - e aparentemente heterossexuais - apesar das senhoras e senhores com aproximadamente 125 anos. Boa música e um lugar lindo. Minha tia e todo o seu requinte sempre me faz alguns bons convites. Foi uma pena que hoje a gente tenha ficado em um lugar bem longe do palco. Titia um pouco descontente e comparando a peça com as grandes óperas parisienses que ela já deve ter cansado de assistir, e sobrinha se contentando com uma adaptação tupiniquim.
'As bodas de fígaro' é uma peça cansativa, afinal umas três horas de duração com apenas um intervalo, mas vale a pena. E é Mozart.

E Theatro Municipal é sempre lindo. O centro de São Paulo todo acabado, mas os lugares históricos continuam chamando a atenção. Adoro! Aquele lugar é um absurdo, bonito demais. Estava com tanto sono antes de sair de casa que acabei esquecendo a minha camera. Queria tirar umas fotos de lá. Vai que eu acho algum dos lendários fantasmas do municipal.

Saindo da ópera e indo para o reggae.
Ei, você! Conhece o 'açaí praia'? Não? Ainda bem! Um dos lugares mais horríveis que eu já fui na vida. Apertado, pequeno, com gente demais, playboyzinhos e...bem, sem mais adjetivos. Mas quando a gente ama uma amiga, fazemos qualquer coisa para ela. E foi assim com a Lau, que fez sua despedida ontem, no tal lugar. É estranho, muitos amigos saindo daqui, indo morar fora...queria ter aproveitado mais tempo livre com eles!
Por fim, o lugar só valeu pelo loiro, ai que loiro.

Agora chega. O sono me consome e amanhã o dia será bem longo. Vou ver o Bono, o The Edge, o Adam e o Larry!


U2 - miracle drug
U2 - Love and peace or else

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

blog Ao vencedor as batatas!

E quando bate aquela bobeira? Os pensamentos mais retardados tomam conta do cérebro e por mais que o auto-controle segure a maioria deles, um ou outro escapam pela boca.
As situações mais cotidianas e medíocres do mundo fazem graça. Mas no fundo, tudo tem seu sentido. O que começa sem nexo termina em um pensamento hum...diferente.
Sem nenhuma comparação; eu só lembrei de uma coisa agora que tem um pouquinho a ver com o que eu estou tentando [arduamente] escrever. Sabe quando o Brás Cubas começa a ver todas as pessoas do salão sem roupa?!

"[...]Ao contemplá-lo, cobrindo casta e redondamente o joelho, foi que eu fiz uma descoberta subtil, a saber, que a natureza previu a vestidura humana, condição necessária ao desenvolvimento da nossa espécie. A nudez habitua, dada a multiplicação das obras e dos cuidados do indivíduo, tenderia a embotar os sentidos e a retardar os sexos, ao passo que o vestuário, negaceando a natureza, aguça e atrai as vontades, ativa-as, reprodu-las, e conseguintemente faz andar a civilização. Abençoado uso que nos deu Otelo e os paquetes transatlânticos!
Estou com vontade de suprimir este capítulo. O declive é perigoso. Mas enfim eu escrevo as minhas memórias e não as tuas, leitor pacato. Ao pé da graciosa donzela, parecia-me tomado de uma sensação dupla e indefinível. Ela exprimia inteiramente a dualidade de Pascal, l'ange et la bête, com a diferença que o jansenista não admitia a simultaneidade das duas naturezas, ao passo que elas aí estavam bem juntinhas, -- l'ange, que dizia algumas cousas do céu,--e la bête, que... Não; decididamente suprimo este capítulo."


Bom, eu acho que a adaptação do filme ficou melhor...

"Eu pensava também em outras espécies de formalidades. Por exemplo, as roupas. Olhando a Nhá Loló, eu via como estava bonita naquela noite. Talvez por causa das suas belas roupas, que me provocavam. E aí, imaginando a nudez fiz uma descoberta muito sutil. A naturalidade da nudez total seria uma coisa que iria embotar os sentidos do homem e por consequência desinteressar ao sexo. As roupas, escondendo a natureza humana, atraem, instigam.
O resultado disso é que o próprio desenvolvimento da espécie humana estaria ameaçado se não fossem as roupas. As roupas, que são uma simples questão de formalidade, têm um papel decisivo no desenvolvimento da espécie humana e da natureza. [...]"


Enfim é mais ou menos desse jeito. Um mísero fio de cabelo causa tal questionamento que surpreende. Talvez isso seja fruto da falta do que fazer, ou até o contrário. Divagar sobre qualquer coisa é sempre bom. o menos exercita. : )

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Bobeira foi a conversa de msn:

Rafinha diz: se prepara q segunda eh alcoolismo eterno
Eu digo: minha nossa!!
Rafinha diz: sua nossa
Eu digo: minha não...
Rafinha diz: nossa nossa
Eu digo: e, assim é melhor... =P
Rafinha diz: vossa nossa
Eu digo: tua nossa
Rafinha diz: ai pézinho como vc eh boba
Eu digo: aaaah não...essa é a sua frase...só sua...gege
Eu digo: *hehe
Rafinha diz: agora eu vou substituir meus agás por gês nas risadas gaugaugauaguga
Eu digo: hahahahaha...iiiiiisso fica me zoando mais! "gegegegegegege"
Rafinha diz: gegegegegege
Rafinha diz: gigigigigigigi
Eu digo: hahahaha
Rafinha dia: gagagagagagaga
Eu digo: gugugugugugugugu
Rafinha diz: gaugaugaugauaguga
Eu digo: é mais bonitinho
Eu digo: gugugu
[...]
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Oh não! Eu juntei Machado de Assis e Hommer Simpson em um mesmo post. Foi mal, Machadão.


Ben Folds Five - kate
Ben Folds Five - cigarette
Fastball - out of my head

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Onde fica mesmo?

- Eu tenho medo de jornalistas.
- O que? Mas...mas...
- Sim, medo de conversar com jornalistas.
- Mas eles são tão legais...e inteligentes.
- Por isso mesmo.

Foi isso que eu pensei hoje de manhã para não esquecer de publicar aqui. O meu medo dos jornalistas. Mas eu não digo qualquer foca que eventualmente apareça por aí; esses tudo bem. São os editores, redatores, professores, doutores, mestres ou tudo isso junto que é estranho. Aquele pensamento de 'não posso falar nenhuma besteira' reina!
Sejam professores, amigos dos meus pais ou qualquer outro, todos me dão medo e aparentam ser absurdamente intimidantes. Claro que eles sempre tem boas histórias para contar e no geral são bem divertidos. Mas eu sempre acho que falo demais ou de menos e assim vai.
Será que um dia alguém terá medo de mim?! Fora os meus amigos que já têm?! Hoho.


Bom, além desse meu pensamento besta, hoje eu fiz mais um - denominado por eu, eu mesma e clotilde - 'erro de cálculo geográfico'. As pessoas já me conhecem por eu ser naturalmente perdida neste vasto mundo. Se eu sei, pode deixar que eu vou, mas até aprender um caminho, demora. Eis que hoje eu precisei voltar para casa a pé por um bom trecho [e o sol não colaborava muito]. Uma senhora bolsa no ombro, livros, fitas vhs, cadernos e meu corpo mole em um micro-ônibus abarrotado de gente. Aquela delícia paulistana. E então, uma amiga minha e eu pensamos:
- Oh! Se você descer no próximo ponto, talvez ande menos.
- Hum, pode ser. Onde é o próximo?
- Ali embaixo.
O ônibus desceu, desceu, desceu e eu me vi praticamente sem rumo. Decidi ficar por mais dois pontos, pois andaria numa reta só até a minha casa. Bom, eu acabei chegando perto do prédio de um primo meu, que vem sempre aqui e eu nunca acredito quando ele diz que às vezes vem a pé. Enfim, lá vou eu andando com fome e peso nas costas. De repente, PUF, caio na real e penso que se eu tivesse descido no maldito ponto de sempre, andaria menos, por um caminho muito melhor e teria chegado pelo menos dez minutos antes; e sim, isso faz diferença. Pelo menos perdi algumas calorias.
Também fiquei pensando que na outra semana havia sido pior...Oito quadras em uma longa subida e ainda um banho de chuva grátis. Ok, eu devo me situar no mundo.

E eu nem sei porque eu contei isso. Bã.

[edit] é aquela lei: nada pra fazer, nenhum convite. muito o que fazer, vários convites. se você, caro leitor, puder...vá a esse show. veja [veja não porque me dá enjôo], olhe: aqui. pelo-amor. [/edit]

Enquanto isso não acontece, vou ouvindo os cd's do Tété e do Semisonic, sentindo o vento entrando pela janela. =]